quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Este poema é o resultado de muitas emoções em conjunto ao longo do ultimos dias mas a imagem final que normalmente ponho desta vez expõe uma boa parte delas...

Porquê? Impossível...


Porquê? o quê?
Não...
Talvez improvável, se apenas próprio
ímpar.
Imune ao que é imposto
ou então apenas uma imagem
 do suposto.
Mas Impossível?
Não...

No imenso mar do possível
até imerso está o impossível.
Imitando, imoral o desconhecido
para que os peixes inseguros e desistentes
o tornem real.
é pois uma imitação,
implantada inconscientemente.
Talvez inconsciente.
Mas impossível?
Não...

Imunda, a mais imunda das palavras,
impossível...
Mas imune, apenas o que vale a pena
e diz-nos aquele cuja a alma não é pequena.
Prova-nos o imortal
que nos livrou de muito mal.

O passado sim, impossível reavê-lo.
Mas o passado esse, é possível esquecê-lo
quanto pior tanto mais rápido.
Se o impossível fosse proveitoso,
nas nossas mentes caberia
mas está na natureza destas ser sensata. 
Visto que o impossível nada mais é que preguiçoso,
a expulsão é imediata.

Mas não esqueço os erros que me definem.
Impossibilidades, portanto
que de mim tudo exigem.

O meu castelo está a ser construído
numa base de impossíveis
Interrogo-me quando sou instruído
se não prefiro os versos livres e apetecíveis
a formulas definidas,
que me dizem como o mundo é vivido.

Sigo-me pelos olhos dos que vêem
e pelos ouvidos dos que estão atentos.
Posso sim,
imaturo,imbecil mas incapacitado não.
E se puder impedir, 
O impossível piso-o com a minha fé
pois se tenho o possível na cabeça,
por alguma razão é!



Guilherme Botelho


segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Tirei esta conclusão durante uma aula de gramática de Língua Portuguesa.

                        Português

Não entendo,
não compreendo,
não percebo de palavras, verbos e orações
mas conheço.
Não preciso de estudar 
e aumentar as complicações
mas preciso de expressar o que vai nos corações
dos mudos da lingua, que tentam falar
Mas que apenas com o português, são capazes de lá chegar

O português é a poesia
é sangue e cultura no coração da fala
português é a paisagem e a fantasia
e está fora do alcance de qualquer escala.
Não pode simplesmente ser ensinado numa sala...

Cru, frio e nada apelativo,
será por muitos rejeitado.
O português que descobri
é sentido e construtivo
é uma musica que me deixa motivado

Assim, tão simplificado
e lógicamente estruturado,
Sente-se insultado
o bom poeta que tanto ama
o português que é livre, que é fado.

Em menos de mil palavras descreve uma imagem
e livra este pensador da vadiagem.

Que raiva não puder embarcar na viagem
suportado de palavras firmes, rimas livres e não estáticas
porque tudo aqui é basico e dividido
tudo são funções sintáticas.
Dispensava analisar,
dividir e classificar.
Prendemos uma lingua solta, entre as capas das gramáticas.

Recuso-me a decorar
o português, e embarcar
numa simples e concreta jornada
que sem o português na poesia,
não nos leva a nada.

Guilherme Botelho














terça-feira, 11 de junho de 2013

E se durante tempos a sorte te acompanha,
se do nada o dinheiro e felicidade,
ajudam a subida da tua montanha,
se o bem-estar parecer não ter saída,
e a vida boa parecer não ter fim,
Estranha!
Não entranhes!
é apenas uma ilusão para a tua caída
pois a vida não é assim.


Guilherme Botelho

terça-feira, 28 de maio de 2013


Este poema surgiu de um exercicio de F.Q onde o objetivo era avaliar as forças que atuam numa criança que desce um escorrega...

    

Criatividade


A criança deixa-se cair,
destruída pelo crescimento.
A criatividade deixa de subir
Nos tempos gastos para o conhecimento.

No casulo da adolescência,
perde-se toda a vontade de imaginar.
ocupa espaço no cérebro , a ciência
Expulsa-se o dom de poder sonhar.

E esta massa inicialmente colorida,
torna-se, desde aí, cinzenta.
Perde-se o intenso espectro da vida
e o homem entra
no duro mundo que hoje enfrenta.

Vai vivendo sem qualquer ressentimento.
Ate ao dia em que pára o tempo.

E volta tudo a surgir,
lentamente como partiu
mas já nao se é criança, já nao se pode imergir
No mundo que outrora se descoloriu...

Guilherme Botelho





terça-feira, 21 de maio de 2013

Este post é, principalmente,  para receber ideias sobre novos temas que deveria escrever.

Já pensei em tres tópicos:

O Critico (criticar pessoas que criticam sem nexo)
O Tudo
O Nada
Humor
o ódio

Mas gostaria de uma ajuda em NOVOS temas...
"No fim de semana passado,
estive com a minha irma mais crescida.
E como andava inspirado,
Fiz umas estrofes muita queridas."

A minha irma teve uma filha que fez 4 meses e foi para ela que escrevi:

Paraíso 




Somos presenteados com a origem tao inquieta
onde tudo, mesmo repetido, é novidade
onde apenas o glorioso choro afeta,
onde o nosso berço é a nossa cidade

Nestes momentos, perdido no teu olhar,
no teu sorriso e vontade de falar,
na tua maneira de chorar,
de poderes comer e divertires-te sem trabalhar,
onde a vida nao tem fim


E ao ver-te assim,
sem fazer nenhum sacrificio,
percebo que o paraíso nao é no fim,
mas sim,
logo no início!







Ontem tive que fazer uma composição escrita para o teste de Língua Portuguesa.
Achei que seria fácil mas, o tema já era sugerido e tínhamos de escrever sobre "Ser Protagonista", o homem com o dono da sua vida, perspectivas da vida e personalidade...

Escrevi muito sobre a felicidade, as varias maneiras de ser feliz e os obstáculos.
No fim, queria muito escrever um poema mas estava quase no limite de palavras e também no limite do tempo entao, saiu:

Felicidade  


A vida feliz é o infinito.
Cada um escolhe o caminho para lá chegar
Pode ter buracos, um abismo e um lobo faminto,
ou o sol, o arco-íris e pássaros a cantar


E nesta originalidade de perspetivas
cada um vê o que quer ver
da maneira que quer ver
criando ou nao expectativas
na forma de ser ou nao ser

Só cresce quem vive
crescer é entao errar
mas a vida feliz que já tive,
nem no dia mais esperado há-de voltar

E ergue-se o "erro"
juntamente com o "viver"
e agora percebo
que esta dupla improvável
torna-se desde a infância inseparável.

E deixo na minha mente inconsciente um conselho
para que naquele dia, onde viajo nas memórias,
me possa ver no reflexo de um espelho
e orgulhar-me por ser feliz nas minhas histórias!







Noutro dia de manha um amigo meu disse: "Oh Gui, os poetas falam todos da mulher perfeita! E tu?"

Tomei isto como um desafio. 
Ao final da tarde, quando cheguei a casa, refleti sobre o tema de hoje e escrevi:

Perfeição 




O poema de hoje nunca será.

A inspiração nao tem tempo de vivência.

Mas o poeta prodígio ainda virá,

e fará rimas com toda a coerência

O que é para todos vós,
a verdadeira pura beleza?
Se nao esta que se esconde de nós
nos palcos do teatro da Natureza.

Já desde a antiguidade poética
que se tenta fazer a caracterização,
Torna-se tao difícil este juízo de estética,
Falar da mulher, o exterior, e nao o que lhe vai no coração


E foi o cupido com uma seta avariada
quem nos pregou com uma visão estreita
pois falar da mulher amada,
nao se compara a falar da mulher perfeita








Foi com este poema que me mostrei pela primeira vez á minha turma.

Apenas precisam de saber que o caderno onde escrevo os meus poemas é preto e que havia um colega meu que fazia anos. O seu nome Tiago Núncio


PRECONCEITO

Se perguntares a uma criança,
que cor é a tua preferida?
Ela dirá o verde da esperança
ou o famoso azul da vida.

Mas neste caderno preto,
As ideias sao mais de um milhao!
Como é que a unica cor sem esqueleto
pode suportar tanta imaginaçao?

E foi este estupido senso comum,
que nunca será novidade
porque nos diz que o negro nao tem interesse nenhum
e o preto nao nos transmite felicidade.

Ninguem se interessa pelo que voces vao fazer,
desde que se traduza em muito dinheiro.
Mas espero que, desta vez, fiquem a saber
que dentro do preto pode haver um mundo inteiro

E para terminar,
digo "Até já"
Mas voces nao querem que eu me vá sentar
porque, quando parar,
Vao dizer "Oh, mais um, vá lá!"

Mas fica a pairar o "Até já",
Que por acaso me lembra um anúncio,
Nao é de uma marca de chá
Mas de qualquer maneira, "Parabéns Nuncio"!

Guilherme Botelho







Em Geometria Descritiva, fui confrontado com a seguinte frase :

"A Geometria tem por objeto o que é sempre e nao o que se passa pois é o conhecimento do que é eterno."

Tinha que aprofundar esta ideia e rapidamente surgiram-me questões como: "As criações humanas adaptam-se á geometria ou a geometria é que se adapta as coisas novas?" "Como seria um mundo sem Geometria"?

Depois disso, pensem na geometria estar na origem de tudo, mesmo antes dos seres humanos. E escrevi:

GEOMETRIZAR

Encarar a evolução
na linha da vida
remete-nos para a adaptação
ao longo da historia tida

Que ideias apareceriam
se a geometria nao existisse?
E os homens o que fariam
se esta passasse e ninguém a visse?

Mas como poderia passar 
se já ca habita antes de nós?

A humanidade formula o errado,
A geometria ajuda a afastar o mal.
Arrepia que no nosso conhecimento molhado,
algo tao abstracto possa ser tao real.

Afinal criamos! 
Mas nas bases do que nos cria.
E por vezes choramos!
As mágoas de nao saber geometria.

Guilherme Botelho



O meu 1o Poema!

VIDA


Eventualmente pensamos, certamente

que falta algo para completar
esta vida que é, evidentemente
um diário que nao se sabe onde acabar

Quanto a ti, novo viajante
Nao deixes que nada de espante.
Oh tripulante!
Fortalece já os teus conhecimentos, 
há um mundo lá fora que nao liga a sentimentos!

Nao te esqueças do importante,
principalmente o essencial.
Nao sejas um mero falante,
encaminhado na descida do mal

Escrever poemas nao é deficiência
é a busca mais nobre, a busca da excelência.
Nao sejas furibundo sem caracter e honra estragada 
pois, o conhecimento errado ataca a cabeça sem nada!

Nem penses em nao dizer o que pensas,
pensa antes no que dizer.
Vais, obviamente, esperar por recompensas 
Mas retém bem que mal se vende o saber

Podemos falar de tudo e continuar sem saber nada.
Mas se o dono do diário é só mais um espantalho,
como sabes que nao estudas mais uma ideia errada?

Nao te rales, nao escrevas a tua sentença.
Pensa antes, que a tua atitude faz a diferença


Guilherme Botelho


Enquanto  desbaralhava todas as folhas do meu quarto em busca de alguns poemas perdidos de outros dias, encontrei um que escrevi em setembro de 2012.

Tinha um trabalho de casa, que foi proposto numa segunda feira e era para ler á turma na quarta, que era escrever um poema com um tema á escolha. 

Desculpas para nao fazer o T.P.C

Professora: - Guilherme, nao fez o T.P.C?

- Eu tenho uma justificação!
Fiz o poema mas comeu-o o cão
Oh Nao!
Deixei-o cair no chão!

Molhou-se, estragou-se e rasgou-se
Nao tinha outra opção,
tinha de pegar num papel e escrever tudo á mao.

Infelizmente, chegou a terça-feira,
E eu percebi que como poeta nao tinha carreira.
Pensei falar de ternura,
mas a quarta-feira estava á porta e escrever é uma tortura.

As ideias eram poucas
E estavam na mao de toda a gente
Mas as palavras estavam roucas 
e eu nao consegui seguir em frente.

O dia da entrega estava a começar,
o sol já nasceu, e eu de maos a abanar

Desde aí que só pensei numa desculpa
Mas agora estou em frente á professora,
e vejo que é toda minha a culpa!

Professora: Olhe que vai levar uma falta.

Por favor, uma falta nao me marque!!
Fui atacado por monstros,
fui raptado por Aliens no parque!

Guilherme Botelho








Introdução


O meu nome é Guilherme Botelho. Tenho 16 anos. Criei este Blog porque, recentemente, tenho estudado poesia do sec XX na disciplina de Língua Portuguesa do 10o ano.
Depois de uma apresentação oral que fiz sobre o famoso compositor brasileiro Tom Jobim, fiquei fascinado com uma passagem da musica a, "Garota de Ipanema", que muito gosto mas só desta vez é que reparei nela: 

"Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema"

Entao, pus-me a pensar e comecei a ponderar nisto da poesia. 

Já escrevo desde pequeno. O meu primeiro texto chamava-se  "O arco-íris e a flor cinzenta".
Foi no terceiro ano. 
Ou seja, isto nao surgiu agora, mas confesso que deixei de escrever durante varios anos.

Agora, foi me introduzida a tao bela poesia! Visto que adoro desafios, estou a encara-la da melhor forma. 

Decidi escrever, principalmente, quadras com rimas cruzadas provavelmente por ser, para mim, muito mais difícil escrever poemas conseguindo rimar o 1o com o 3o e o 2o com o 4o versos e, simultaneamente, ser capaz de transmitir uma ideia.

A inspiração subiu- me logo a cabeça e de um dia para o outro recomecei a escrever.

Nos primeiros dias apenas guardava para mim, até porque nunca pensei que fosse algo especial.
Podia ficar dias sem escrever mas, quando me vinha alguma ideia, a obra saia em poucos minutos. Muitas vezes em momentos inoportunos como, por exemplo, o 1o surgiu numa aula de Fisica.               

Mais tarde, mostrei á família, depois á turma e, agora ao mundo (espero eu). Nunca pensei tornar visível  todos os meus poemas mas, pode ser que isto resulte.
Nao tenho qualquer poeta por quem me inspire e as minhas ideias veem muitas vezes de coisas que as pessoas dizem ou de frases escritas pelas ruas ou em anuncios.
 Espero que gostem!