segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Tirei esta conclusão durante uma aula de gramática de Língua Portuguesa.

                        Português

Não entendo,
não compreendo,
não percebo de palavras, verbos e orações
mas conheço.
Não preciso de estudar 
e aumentar as complicações
mas preciso de expressar o que vai nos corações
dos mudos da lingua, que tentam falar
Mas que apenas com o português, são capazes de lá chegar

O português é a poesia
é sangue e cultura no coração da fala
português é a paisagem e a fantasia
e está fora do alcance de qualquer escala.
Não pode simplesmente ser ensinado numa sala...

Cru, frio e nada apelativo,
será por muitos rejeitado.
O português que descobri
é sentido e construtivo
é uma musica que me deixa motivado

Assim, tão simplificado
e lógicamente estruturado,
Sente-se insultado
o bom poeta que tanto ama
o português que é livre, que é fado.

Em menos de mil palavras descreve uma imagem
e livra este pensador da vadiagem.

Que raiva não puder embarcar na viagem
suportado de palavras firmes, rimas livres e não estáticas
porque tudo aqui é basico e dividido
tudo são funções sintáticas.
Dispensava analisar,
dividir e classificar.
Prendemos uma lingua solta, entre as capas das gramáticas.

Recuso-me a decorar
o português, e embarcar
numa simples e concreta jornada
que sem o português na poesia,
não nos leva a nada.

Guilherme Botelho














2 comentários:

  1. Sou de péssimos comentários, principalmente porque me agrada a poesia em geral (quando bem idealizada, claro) e raramente encontro a crítica exata a fazer. Mas quero apenas dizer que achei incrível cada um dos poemas que aqui postaste. E como comentar cada um deles tornar-se-ia cansativo, fica aqui exposta a minha admiração pelo teu talento. Parabéns!

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  2. Muito Obrigado! Adorei o reconhecimento pelo meu trabalho. espero nao desiludir.

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