Foi com este poema que me mostrei pela primeira vez á minha turma.
Apenas precisam de saber que o caderno onde escrevo os meus poemas é preto e que havia um colega meu que fazia anos. O seu nome Tiago Núncio
PRECONCEITO
Se perguntares a uma criança,
que cor é a tua preferida?
Ela dirá o verde da esperança
ou o famoso azul da vida.
Mas neste caderno preto,
As ideias sao mais de um milhao!
Como é que a unica cor sem esqueleto
pode suportar tanta imaginaçao?
E foi este estupido senso comum,
que nunca será novidade
porque nos diz que o negro nao tem interesse nenhum
e o preto nao nos transmite felicidade.
Ninguem se interessa pelo que voces vao fazer,
desde que se traduza em muito dinheiro.
Mas espero que, desta vez, fiquem a saber
que dentro do preto pode haver um mundo inteiro
E para terminar,
digo "Até já"
Mas voces nao querem que eu me vá sentar
porque, quando parar,
Vao dizer "Oh, mais um, vá lá!"
Mas fica a pairar o "Até já",
Que por acaso me lembra um anúncio,
Nao é de uma marca de chá
Mas de qualquer maneira, "Parabéns Nuncio"!
Guilherme Botelho

Nenhum comentário:
Postar um comentário