quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Este poema é o resultado de muitas emoções em conjunto ao longo do ultimos dias mas a imagem final que normalmente ponho desta vez expõe uma boa parte delas...

Porquê? Impossível...


Porquê? o quê?
Não...
Talvez improvável, se apenas próprio
ímpar.
Imune ao que é imposto
ou então apenas uma imagem
 do suposto.
Mas Impossível?
Não...

No imenso mar do possível
até imerso está o impossível.
Imitando, imoral o desconhecido
para que os peixes inseguros e desistentes
o tornem real.
é pois uma imitação,
implantada inconscientemente.
Talvez inconsciente.
Mas impossível?
Não...

Imunda, a mais imunda das palavras,
impossível...
Mas imune, apenas o que vale a pena
e diz-nos aquele cuja a alma não é pequena.
Prova-nos o imortal
que nos livrou de muito mal.

O passado sim, impossível reavê-lo.
Mas o passado esse, é possível esquecê-lo
quanto pior tanto mais rápido.
Se o impossível fosse proveitoso,
nas nossas mentes caberia
mas está na natureza destas ser sensata. 
Visto que o impossível nada mais é que preguiçoso,
a expulsão é imediata.

Mas não esqueço os erros que me definem.
Impossibilidades, portanto
que de mim tudo exigem.

O meu castelo está a ser construído
numa base de impossíveis
Interrogo-me quando sou instruído
se não prefiro os versos livres e apetecíveis
a formulas definidas,
que me dizem como o mundo é vivido.

Sigo-me pelos olhos dos que vêem
e pelos ouvidos dos que estão atentos.
Posso sim,
imaturo,imbecil mas incapacitado não.
E se puder impedir, 
O impossível piso-o com a minha fé
pois se tenho o possível na cabeça,
por alguma razão é!



Guilherme Botelho


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