sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Memória e Marca na História


É precisamente por não saber
o que o meu destino me apela
que durmo tranquilo sem fazer
o que fizeram as grandes almas á luz da vela...

Almas essas que nunca fugiram
Essas almas que sempre permanecerão.
E digo que daqui não saíram
Pois muitos de nós por elas se guiarão

Sinto que sou diferente
Provavelmente sentimos todos, ambiciosos mortais
Mas não percebo porque é que o mundo me quer para sempre
e porque é que a memória me sente.
Afinal, somos todos iguais...

Mas também eu sei
Antes do chamamento do mundo já o sabia
Mas ainda não o sentia...
Que não quero ser uma pedra chutada
Que vaga e vulgarmente, bate numa pedra de calçada!

Gosto de ser turista na rua de minha casa.
Cumprimentar o sol como desconhecido, ver tudo novamente.
Talvez saia daqui alguém que fique para sempre
Mas hoje não devo ser eu, claramente.

Vejo as coisas sem relevo...
A poesia deu-me, hoje, uma pausa.
Não sei porque, fica-me um nojo do que escrevo,
discussão, falhas, medo e arrependimento...
E tudo isto por minha causa!

Espero que seja só,
por hoje, não me sinto no caminho errado
Mas terá de ser em conjunto com o mundo
porque uma telha,
não recorda o trabalho de um telhado...

Sim, QUERO!
E caso-me com a história!
É o seu primeiro casamento,
espero que seja sincero
que eu lhe fique para sempre na memória!

Guilherme Botelho




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Este poema é o resultado de muitas emoções em conjunto ao longo do ultimos dias mas a imagem final que normalmente ponho desta vez expõe uma boa parte delas...

Porquê? Impossível...


Porquê? o quê?
Não...
Talvez improvável, se apenas próprio
ímpar.
Imune ao que é imposto
ou então apenas uma imagem
 do suposto.
Mas Impossível?
Não...

No imenso mar do possível
até imerso está o impossível.
Imitando, imoral o desconhecido
para que os peixes inseguros e desistentes
o tornem real.
é pois uma imitação,
implantada inconscientemente.
Talvez inconsciente.
Mas impossível?
Não...

Imunda, a mais imunda das palavras,
impossível...
Mas imune, apenas o que vale a pena
e diz-nos aquele cuja a alma não é pequena.
Prova-nos o imortal
que nos livrou de muito mal.

O passado sim, impossível reavê-lo.
Mas o passado esse, é possível esquecê-lo
quanto pior tanto mais rápido.
Se o impossível fosse proveitoso,
nas nossas mentes caberia
mas está na natureza destas ser sensata. 
Visto que o impossível nada mais é que preguiçoso,
a expulsão é imediata.

Mas não esqueço os erros que me definem.
Impossibilidades, portanto
que de mim tudo exigem.

O meu castelo está a ser construído
numa base de impossíveis
Interrogo-me quando sou instruído
se não prefiro os versos livres e apetecíveis
a formulas definidas,
que me dizem como o mundo é vivido.

Sigo-me pelos olhos dos que vêem
e pelos ouvidos dos que estão atentos.
Posso sim,
imaturo,imbecil mas incapacitado não.
E se puder impedir, 
O impossível piso-o com a minha fé
pois se tenho o possível na cabeça,
por alguma razão é!



Guilherme Botelho


segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Tirei esta conclusão durante uma aula de gramática de Língua Portuguesa.

                        Português

Não entendo,
não compreendo,
não percebo de palavras, verbos e orações
mas conheço.
Não preciso de estudar 
e aumentar as complicações
mas preciso de expressar o que vai nos corações
dos mudos da lingua, que tentam falar
Mas que apenas com o português, são capazes de lá chegar

O português é a poesia
é sangue e cultura no coração da fala
português é a paisagem e a fantasia
e está fora do alcance de qualquer escala.
Não pode simplesmente ser ensinado numa sala...

Cru, frio e nada apelativo,
será por muitos rejeitado.
O português que descobri
é sentido e construtivo
é uma musica que me deixa motivado

Assim, tão simplificado
e lógicamente estruturado,
Sente-se insultado
o bom poeta que tanto ama
o português que é livre, que é fado.

Em menos de mil palavras descreve uma imagem
e livra este pensador da vadiagem.

Que raiva não puder embarcar na viagem
suportado de palavras firmes, rimas livres e não estáticas
porque tudo aqui é basico e dividido
tudo são funções sintáticas.
Dispensava analisar,
dividir e classificar.
Prendemos uma lingua solta, entre as capas das gramáticas.

Recuso-me a decorar
o português, e embarcar
numa simples e concreta jornada
que sem o português na poesia,
não nos leva a nada.

Guilherme Botelho














terça-feira, 11 de junho de 2013

E se durante tempos a sorte te acompanha,
se do nada o dinheiro e felicidade,
ajudam a subida da tua montanha,
se o bem-estar parecer não ter saída,
e a vida boa parecer não ter fim,
Estranha!
Não entranhes!
é apenas uma ilusão para a tua caída
pois a vida não é assim.


Guilherme Botelho

terça-feira, 28 de maio de 2013


Este poema surgiu de um exercicio de F.Q onde o objetivo era avaliar as forças que atuam numa criança que desce um escorrega...

    

Criatividade


A criança deixa-se cair,
destruída pelo crescimento.
A criatividade deixa de subir
Nos tempos gastos para o conhecimento.

No casulo da adolescência,
perde-se toda a vontade de imaginar.
ocupa espaço no cérebro , a ciência
Expulsa-se o dom de poder sonhar.

E esta massa inicialmente colorida,
torna-se, desde aí, cinzenta.
Perde-se o intenso espectro da vida
e o homem entra
no duro mundo que hoje enfrenta.

Vai vivendo sem qualquer ressentimento.
Ate ao dia em que pára o tempo.

E volta tudo a surgir,
lentamente como partiu
mas já nao se é criança, já nao se pode imergir
No mundo que outrora se descoloriu...

Guilherme Botelho





terça-feira, 21 de maio de 2013

Este post é, principalmente,  para receber ideias sobre novos temas que deveria escrever.

Já pensei em tres tópicos:

O Critico (criticar pessoas que criticam sem nexo)
O Tudo
O Nada
Humor
o ódio

Mas gostaria de uma ajuda em NOVOS temas...
"No fim de semana passado,
estive com a minha irma mais crescida.
E como andava inspirado,
Fiz umas estrofes muita queridas."

A minha irma teve uma filha que fez 4 meses e foi para ela que escrevi:

Paraíso 




Somos presenteados com a origem tao inquieta
onde tudo, mesmo repetido, é novidade
onde apenas o glorioso choro afeta,
onde o nosso berço é a nossa cidade

Nestes momentos, perdido no teu olhar,
no teu sorriso e vontade de falar,
na tua maneira de chorar,
de poderes comer e divertires-te sem trabalhar,
onde a vida nao tem fim


E ao ver-te assim,
sem fazer nenhum sacrificio,
percebo que o paraíso nao é no fim,
mas sim,
logo no início!