Memória e Marca na História
É precisamente por não saber
o que o meu destino me apela
que durmo tranquilo sem fazer
o que fizeram as grandes almas á luz da vela...
Almas essas que nunca fugiram
Essas almas que sempre permanecerão.
E digo que daqui não saíram
Pois muitos de nós por elas se guiarão
Sinto que sou diferente
Provavelmente sentimos todos, ambiciosos mortais
Mas não percebo porque é que o mundo me quer para sempre
e porque é que a memória me sente.
Afinal, somos todos iguais...
Mas também eu sei
Antes do chamamento do mundo já o sabia
Mas ainda não o sentia...
Que não quero ser uma pedra chutada
Que vaga e vulgarmente, bate numa pedra de calçada!
Gosto de ser turista na rua de minha casa.
Cumprimentar o sol como desconhecido, ver tudo novamente.
Talvez saia daqui alguém que fique para sempre
Mas hoje não devo ser eu, claramente.
Vejo as coisas sem relevo...
A poesia deu-me, hoje, uma pausa.
Não sei porque, fica-me um nojo do que escrevo,
discussão, falhas, medo e arrependimento...
E tudo isto por minha causa!
Espero que seja só,
por hoje, não me sinto no caminho errado
Mas terá de ser em conjunto com o mundo
porque uma telha,
não recorda o trabalho de um telhado...
Sim, QUERO!
E caso-me com a história!
É o seu primeiro casamento,
espero que seja sincero
que eu lhe fique para sempre na memória!




