Tirei esta conclusão durante uma aula de gramática de Língua Portuguesa.
Português
Não entendo,não compreendo,
não percebo de palavras, verbos e orações
mas conheço.
Não preciso de estudar
e aumentar as complicações
mas preciso de expressar o que vai nos corações
dos mudos da lingua, que tentam falar
Mas que apenas com o português, são capazes de lá chegar
O português é a poesia
é sangue e cultura no coração da fala
português é a paisagem e a fantasia
e está fora do alcance de qualquer escala.
Não pode simplesmente ser ensinado numa sala...
Cru, frio e nada apelativo,
será por muitos rejeitado.
O português que descobri
é sentido e construtivo
é uma musica que me deixa motivado
Assim, tão simplificado
e lógicamente estruturado,
Sente-se insultado
o bom poeta que tanto ama
o português que é livre, que é fado.
Em menos de mil palavras descreve uma imagem
e livra este pensador da vadiagem.
Que raiva não puder embarcar na viagem
suportado de palavras firmes, rimas livres e não estáticas
porque tudo aqui é basico e dividido
tudo são funções sintáticas.
Dispensava analisar,
dividir e classificar.
Prendemos uma lingua solta, entre as capas das gramáticas.
Recuso-me a decorar
o português, e embarcar
numa simples e concreta jornada
que sem o português na poesia,
não nos leva a nada.
Guilherme Botelho
